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As aparições sempre desejam algo

São inúmeros os relatos de aparições em que criaturas desencarnadas retornam a pedir seja cumprida uma promessa, dão recados e, por vezes, permanecem nos ambientes até que algumas situações sejam solucionadas.

O filme “Ghost – Do Outro Lado da Vida” (1990), retratou a situação de um Espírito que permaneceu na cena familiar, a princípio pelo apego ao cônjuge e que, ao tomar conhecimento da verdadeira causa de sua morte, preocupado com o que pudesse ocorrer com a companheira, buscou por todas as formas desvendar o crime do qual foi vítima e prender o responsável, deixando a companheira livre do cerco de seu malfeitor. Só então, se libertou e seguiu sua trajetória espiritual.

Allan Kardec, na Revista Espírita de abril de 1860, narra o interessante caso de um Espírito que buscou, por todos os meios ao seu alcance, chamar a atenção das pessoas para que sua ossada, que estava emparedada em determinada residência, fosse localizada e enterrada no local considerado por ele como sendo “terra santa”. O Espírito se incomodava por não ter o seu corpo entregue à sepultura.

O ocorrido se deu na cidade de São Petesburgo, na Rússia. Vejamos o relato:

Numa indústria daquela cidade, de repente, começou um processo estranho. Vários operários foram sendo vítimas de ataques súbitos de algum desconhecido que os atingia quando passavam pelas partes mais escuras do casarão em que se alojavam. O agressor não aprecia nunca. Objetos e roupas também eram retirados de seus alojamentos e jogadas a esmo.

Durante algum tempo persistiu esse estado de coisas.

Até que certa noite o patrão, reunido na sala com toda a família, foi subitamente alertado por um barulho insólito que vinha de seu escritório, ao lado.

Quando ele e os familiares chegaram ao cômodo vizinho, encontraram a luz acesa (que deixara apagada) e sobre sua escrivaninha um papel com algo escrito, além de um tinteiro e uma pena de escrever que absolutamente não lhe pertenciam.

No papel estava escrita a seguinte mensagem:

“Manda derrubar a parede em tal lugar (em cima da escada), aí encontrarás ossadas humanas que mandarás sepultar em terras santa”.

Restara a prova do “crime”, isto é, em lugar de efetuar o que lhe pedia a mensagem, o dono da indústria mandou que procurassem pela vizinhança o proprietário daqueles objetos largados na noite anterior sobre sua escrivaninha.

Não foi muito difícil chegarem até o verdadeiro dono, o qual relatou:

Já havia fechado a quitanda quando ouviu uma pancada leve na janela. Ao abri-la, viu um homem cujos traços não distinguira, que lhe pedia, a troco de pagamento, um tinteiro e uma pena. Após apanhar os objetos que lhe estendera, o homem jogou-lhe uma grande moeda de cobre que foi parar no chão, com o ruído consequente, mas que ele não conseguira depois encontrar.

Demolida a parede no lugar indicado, foi de fato encontrada a ossada humana que teve o destino esperado pelo Espírito.

 

Dora Rodrigues

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